21 de julho de 2013

Lançado o trailer da nova série Cosmos

"Cosmos retorna à televisão em 2014 com Neil deGrasse Tyson"
Imagem disponível na página do facebook: Penny4NASA
A série Cosmos foi originalmente produzida pela TV americana KCET em associação com a Carl Sagan Productions. Foi apresentada pelo gênio da divulgação científica Carl Sagan e exibida na década de 1980. Trata-se de um exemplo bem sucedido de como desmistificar a ciência com linguagem acessível.
Pois bem, a Fox nos presenteia agora com uma refilmagem desta obra-prima da divulgação científica. Desta vez apresentada por aquele que é considerado por muitos como o maior divulgador de ciência na atualidade: Neil deGrasse Tyson. A série será exibida em 2014.
Veja aqui o trailer da nova série publicado em 20/07/2013 no canal FoxBroadcasting do YouTube:

17 de julho de 2013

Meade passa por dificuldades e pode fechar as portas

Acabo de saber de uma notícia sobre a fabricante de telescópios Meade que passa por dificuldades. A matéria está publicada no site do portal Los Angeles Times (veja aqui) e é de 05 de julho de 2013. A seguir irei apresentar um resumo da notícia.Segundo o texto, a Meade terminou seu último ano fiscal (em 28 de fevereiro) registrando um prejuízo líquido de 3,7 milhões de dólares. A empresa ainda luta contra uma queda acentuada nas vendas. Fato que leva seus diretores a admitirem a possibilidade de venda ou, eventualmente, pedido de concordata. Duas ofertas de aquisição estão sendo avaliadas, uma de uma empresa chinesa e outra de uma empresa de San José, Califórnia.A Meade Instruments Corp, que tem ajudado a fomentar o mercado consumidor com seus telescópios e binóculos desde 1972, foi a pioneira em vários avanços tecnológicos na indústria do telescópio, tal como o primeiro telescópio para o mercado comercial "go to", que é um sistema computadorizado que encontra automaticamente objetos celestes seguindo instruções do usuário.
Entre os motivos apontados pela direção da empresa para as drásticas quedas nas vendas estão o grande interesse que as crianças de hoje tem por aparelhos de alta tecnologia que superam telescópios (antes comuns) nas listas de desejos para presentes e a quantidade de aplicativos que permitem a um iniciante explorar o céu sem as dificuldades que ele poderia ter com um telescópio.

31 de março de 2013

Páscoa, Equinócio, Lua Cheia e Domingo

Uma das mais importantes datas no calendário cristão - a Páscoa - é uma data móvel. E tem uma fórmula bastante simples de ser definida. Ela acontece sempre no primeiro domingo após a primeira Lua cheia que sucede o equinócio vernal (início do outono para o hemisfério sul e da primavera para o norte).
Como tivemos Lua cheia no dia 27/03 (quarta-feira), a Páscoa em 2013 acontece no dia 31/03, que é um domingo, claro.
A comemoração tem origem na tradição hebraica onde o povo hebreu celebrava a Páscoa para marcar a saída de Abraão do Egito que aconteceu em noite de Lua cheia no início da primavera. A data ganha relevância entre os católicos quando, segundo as escrituras bíblicas, Jesus foi morto e ressuscitou enquanto foi comemorar a Páscoa hebraica em Jerusalém.
Mas foi somente a partir no ano 325, no Concílio de Nicéia, que ficou definido que a Páscoa seria comemorada no primeiro domingo, após a primeira Lua cheia que sucede o equinócio vernal. Assim, as diversas comunidades católicas passaram a celebrar a data no mesmo dia, fato que não acontecia antes de tal definição.
É por meio da definição do dia da Páscoa que se determinam outras datas como a terça-feira de carnaval que acontece 46 ou 47 (se ano for bissexto) dias antes do domingo de Páscoa.
Em 2014, a Páscoa será em 20/04!

11 de dezembro de 2012

Chuva de meteoros pode ser vista nesta semana

Os geminídeos devem ser a maior aparição de meteoros do ano.

Quando identificada pela primeira vez, a chuva de meteoros geminídeos era um fenômeno fraco e pouco visível

(National Geographic Brasil Online) Entre 10 e 16 de dezembro, a chuva de meteoros geminídeos faz sua aparição anual no planeta Terra. Esta semana será ideal para ver os riscos brilhantes a olho nu. O melhor dia para visualizar a chuva é a noite do dia 13 (quinta-feira), segundo a Nasa, agência espacial americana.

Os geminídeos são detritos do extinto cometa 3200 Phaethon. O que se pensou, por muito tempo, ser um asteróide agora é o esqueleto rochoso de um cometa que perdeu seu gelo após diversas passagens próximas ao Sol. A Terra transita por esses detritos todo ano em meados de dezembro, o que faz com que meteoros aparentem vir da constelação de Gemini, ou Gêmeos, uma das constelações do zodíaco. Por isso, a chuva foi nomeada geminídeos.

Segundo a Nasa, quando os geminídeos foram identificados pela primeira vez, no século 19, pouco antes da guerra civil norte-americana, o fenômeno atraiu pouca atenção. Era fraco e pouco visível. Mal se sabia que um dia viria a ser um grande espetáculo.


9 de novembro de 2012

Um dia para Carl Sagan

Imagem retirada do blog pensasoreslivres.net
Carl Sagan (09/11/1934 - 20/12/1996). Se estivesse vivo, faria 78 anos neste dia 09/11/2012. Foi astrônomo. É considerado um dos maiores (se não o maior) divulgadores de ciência. Foi autor de vários livros. Entre eles, destacam-se O Mundo Assombrado pelos Demônios e Cosmos. Este último serviu de base para uma famosa série televisiva produzida pela Fox que foi assistida por mais de 600 milhões de pessoas pelo mundo.
Em seus últimos anos de vida, dedicou-se a questionar as pseudociências onde buscava, de alguma forma, mostrar o abuso de afirmações fantásticas sem fundamento científico por parte de charlatães e gurus.
Foi professor em grandes universidade americanas, contribuiu para o entendimento da influência do gás carbônico no efeito estufa em Vênus, deu importantes contribuições aos estudos da atmosfera de Marte, foi incentivador do programa SETI - que busca vida extraterrestre - e conselheiro da NASA.
Sem dúvidas, deu grande contribuição à humanidade mostrando a importância da investigação científica e que é possível sermos céticos sem perder o encantamento.
Dizia ele que: "A ciência não é um meio perfeito de obter conhecimento, mas é o melhor instrumento de que dispomos".

6 de novembro de 2012

A vingança de Plutão

(Cássio Leandro Dal Ri Barbosa - G1) Plutão sempre esteve imerso em alguma polêmica, começando pela sua descoberta.
Em 1846, Urbain Le Verrier e John Couch Adams usando as leis da gravitação de Newton, conseguiram prever a posição de um novo planeta, depois de Urano, que deveria estar influenciando sua órbita. A posição de Urano às vezes não correspondia à posição prevista e através de cálculos apenas, Le Verrier e Adams (de forma independente) mostraram a posição deste suposto novo planeta. Assim foi descoberto Netuno.
No final do século XIX, todavia, Netuno parecia mostrar perturbações semelhantes às de Urano e começou-se a especular a respeito de um novo planeta, mais distante, que pudesse explicar as observações. Percival Lowell construiu um observatório no estado norte-americano do Arizona em 1904 e passou a procurar por esse planeta, que ele chamou de Planeta X. Apesar de ter sido observado 16 vezes desde 1909, apenas em 1930 o planeta foi descoberto por Clyde Tombaugh, 15 anos depois da morte de Lowell. Essa descoberta teve imediata repercussão, pois se tratava do primeiro planeta a ser descoberto pela astronomia norte-americana. Um concurso foi feito no país e escolheu o nome Plutão para o novo planeta.
E as polêmicas começaram.
Posteriormente verificou-se que Plutão não teria a massa para promover as perturbações em Netuno – Plutão seria um planeta muito pequeno e rochoso, em uma região onde deveria haver um gigante e gasoso. Depois, com mais observações, verificou-se que a órbita de Plutão era muito mais inclinada do que as órbitas dos outros planetas. Além disso, ela era também muito mais ovalada, fazendo com que Plutão cruzasse a órbita de Netuno, deixando-o como o último planeta do Sistema Solar de vez em quando.
No final da década de 1970, a descoberta de objetos quase tão grandes quanto Plutão começou a colocar dúvidas na sua classificação como planeta. Mas, ainda em 1978, Plutão ganhou uma lua, Caronte, e a classificação foi mantida.
Mas tudo começou a mudar em 2005, quando Mike Brown e seus colegas anunciam a descoberta de Eris (inicialmente chamado de Xena), um objeto com quase o mesmo tamanho de Plutão, mas com massa 27% maior. Se Plutão era um planeta, Eris também tinha que ser. Durante um tempinho, a Nasa considerou Eris o décimo planeta, mas a União Astronômica Internacional (IAU, na sigla em inglês) torceu o nariz.
A IAU é a entidade mundial responsável por oficializar os termos e “administrar” a astronomia, ou seja, catalogar, batizar e reconhecer corpos celestes, padronizar as constantes etc. Não demorou muito tempo para a IAU perceber que, com novos e maiores telescópios, novas técnicas e muita vontade de descobrir objetos novos, logo, logo uma enxurrada de novos planetas seria descoberta. Toda semana os livros precisariam ser atualizados. No mesmo mês da descoberta de Eris, a equipe de Brown anunciou a descoberta de 2 outros candidatos a planeta, Makemake e Haumea. Em agosto de 2006, a IAU se reuniu em Praga, na República Tcheca, e em assembleia decidiu criar uma definição para planetas. A partir de então, Plutão, Eris, Ceres, Makemake e Haumea estariam na categoria de planeta-anão. Furiosos, os astrônomos americanos protestaram e ainda hoje fazem campanha pela volta de Plutão à categoria de planeta.
Entretanto, Plutão parece estar se vingando!
Ainda em 2005, duas novas luas foram descobertas usandoimagens do Hubble, Nix e Hydra. Em 2011 e 2012, mais outras duas luas foram descobertas, ainda sem nome oficial. Mais ainda, vários anéis foram descobertos em torno de Plutão. Recapitulando, Plutão tem cinco satélites e anéis – já que não podia ser planeta, resolver criar o seu próprio sistema “planetário”!
Só que a piada começou a ficar sem graça quando os astrônomos se lembraram de um detalhe, há uma sonda a caminho de Plutão!
A missão toda foi planejada com um cenário em mente: Plutão tem uma lua só. Na rampa de lançamento, descobrem que ele possui mais duas luas e faltando apenas dois anos apara chegar lá, descobrem mais duas e um sistemas de anéis!
Todo cuidado é pouco, a posição dessas luas e do sistema de anéis precisa ser conhecida com precisão, para não haver surpresas na aproximação, a New Horizons viaja a 48 mil quilômetros por hora!
A equipe da New Horizons está usando tudo o que pode: simulações numéricas em computador para tentar prever as órbitas de pedaços de rochas, a posição dos anéis e das luas. Está usando e abusando de imagens do Hubble e dos maiores e mais modernos telescópios na Terra. Ainda faltam dois anos e meio para a nave chegar ao sistema de Plutão e os planos, hoje, são de fazer um sobrevoo a uma distância de 10 mil quilômetros da superfície de Plutão e 27 mil de Caronte. Mas, de acordo com Lelie Young, cientista da missão, é bem provável que as manobras sejam definidas apenas 10 dias antes da passagem com tudo controlado a quase 6 bilhões de quilômetros de distância.